Com olhos de expectadora, enxerguei em um almoço dominical uma família verdadeiramente feliz! Desprendida de todas as angustias já vividas, com novas expectativas de vida, com todo amor estampado no rosto e com demonstrações de carinho a cada sorriso.
Com o passar do dia , pude constatar que toda aquela felicidade sempre esteve ali, só que não podia ser vista. A felicidade estava em um quartinho de bagunças, desmontada, coberta com um lençol, onde o tempo a devorava e o esquecimento lhe fazia perder o brilho.
Mas nada como o relembrar dos velhos tempos para que a felicidade voltasse a brilhar novamente. Compreendemos que a vida é uma verdadeira viagem de trem, onde encontramos várias pessoas. Alguns seguem destinos opostos, outros terminam a viagem antes da hora, uns embarcam inesperadamente... mas sempre deixam as lembranças, que são valiosas e podem nos dar grandes motivações, se reativadas de forma certa.
Nessa viagem dos Narciso, a três anos atrás, um grande integrante nos deixou seguindo a viagem sem sua sabedoria e alegria, descendo em uma estação desconhecida de forma surpreendente, assustando a todos e deixando montanhas de saudades.
Hoje pude constatar que essa saudade, que as vezes arde em uma dor profunda, também pode nos trazer sentimentos bons através das lembranças e ensinamentos do grande Sr. Manuel.
Inesquecível e amado Sr. Manuel.
Relembrando a forma como ele dançava, e as broncas que já levamos dele, fizemos revive-lo. Ele estava ali sim, naquele almoço cheio de guloseimas. Ele estava vivo! Ele estava presente, e sempre estará! Sei disso, sinto isso, mesmo meus olhos negando isso pela impossibilidade de vê-lo.
Com o passar do dia , pude constatar que toda aquela felicidade sempre esteve ali, só que não podia ser vista. A felicidade estava em um quartinho de bagunças, desmontada, coberta com um lençol, onde o tempo a devorava e o esquecimento lhe fazia perder o brilho.
Mas nada como o relembrar dos velhos tempos para que a felicidade voltasse a brilhar novamente. Compreendemos que a vida é uma verdadeira viagem de trem, onde encontramos várias pessoas. Alguns seguem destinos opostos, outros terminam a viagem antes da hora, uns embarcam inesperadamente... mas sempre deixam as lembranças, que são valiosas e podem nos dar grandes motivações, se reativadas de forma certa.
Nessa viagem dos Narciso, a três anos atrás, um grande integrante nos deixou seguindo a viagem sem sua sabedoria e alegria, descendo em uma estação desconhecida de forma surpreendente, assustando a todos e deixando montanhas de saudades.
Hoje pude constatar que essa saudade, que as vezes arde em uma dor profunda, também pode nos trazer sentimentos bons através das lembranças e ensinamentos do grande Sr. Manuel.
Inesquecível e amado Sr. Manuel.
Relembrando a forma como ele dançava, e as broncas que já levamos dele, fizemos revive-lo. Ele estava ali sim, naquele almoço cheio de guloseimas. Ele estava vivo! Ele estava presente, e sempre estará! Sei disso, sinto isso, mesmo meus olhos negando isso pela impossibilidade de vê-lo.
Em fim, como ou sem a presença do Sr. Manuel, os Narcisos seguem a viagem ao destinatário incerto, encontrando e desencontrando passageiros, aprendendo e ensinando rotas alternativas.
Hoje, um novo passageiro entrou na rota dos Narciso, e mesmo inocentemente, nos mostrou novamente a onde encontrar a felicidade.
Nada melhor do que o dia dos pais para reencontrar a felicidade.
Lá, naquele quartinho de bagunças, embaixo dos antigos vinis, estava guardada a bateria do meu tio. Bateria essa que já presenciou grandes eventos, foi motivo de emoções e brigas, curtição e aventura, e que por anos e anos se manteve apagada, guardando muita história e escondendo em si o reviver de uma família inteira.
Com a proposta de voltar a tocar, feita pelo mais novo integrante dos Narciso, meu tio reviveu o instrumento. Tirou toda a poeira, comprou novas peles, aparafusou o bumbo, arrumou o banquinho, tirou o bigode e reencontrou o grande instrumentista que estava escondido dentro dele á anos.
Por todo esse tempo ele levou muito a sério o papel de “Taxista”, esquecendo assim que é dono de grande talento e desenvoltura musical.
Com o reviver da bateria e do musico “José Carlos”, a família Narciso também reviveu!
Família essa que estava apagada, triste e desconfortada com o deixar do Sr. Manuel, deixou se levar com a batida, ainda descompassada, da bateria enferrujada. Bateria essa que, mesmo enferrujada, está pronta para novas emoções e brigas, curtição e aventura, assim como o músico “José Carlos” e a família Narciso.

Como eu já tinha dito: Muito lindo.
ResponderExcluirAcho que você está conseguindo colocar seus filminhos no papel, ou melhor, no blog rsrsrs.
O título assim como o texto ficaram muito bom!!!! Espero que voce continue escrevendo e também que as batidas fortes e cadenciadas da bateria guie o seu caminho durante toda a sua vida.
ResponderExcluirbjos.
Ps. depois coloque Título nos outros post (eu sou chato eu sei...rsrsrsrs)
Ah, também foi muito especial esse dia dos pais pra mim. Revi muitos parentes, inclusive uns que eu não via há muito tempo. Fiquei chocado como as coisas mudaram tão depressa, ou eu não tenho noção de tempo... Tem primo que eu carreguei no colo que tá quase do meu tamanho. Assustador!
ResponderExcluirAdorei o texto e adoro ler sobre os sentimentos dos outros. Admiro quem se mostra por completo.
beijo.
Érika, muito bons osseus texto. Gostosos de ler.
ResponderExcluirParabéns!Você consegue transmiti perfeitamente em palavras o que você é e o que sente.
Quer orgulho de menina!
Se um dia precisarmos de um substituto para o Dotz Blog já sabemos aonde encontrar.
Beijo